domingo, 2 de maio de 2010

Marcel d' Lestat

Faz algum tempo que não posto alguma coisa aqui, particularmente acho que eu sempre vou abrir o post falando a respeito disso já que parei um pouco minhas produções, mas enfim, tive o prazer de voltar a pintar para retratar um amigo, o resultado foi esse:



Auto me criticando, ainda quero levar minhas produções como estudos, eu gostei do desenho e achei boas soluções já que agora sigo minhas produções sozinha, sem mais intrução, o produto final não deixou a desejar, exceto que para um trabalho profissional cometi alguns equívocos, gostaria de avaliá-los melhor depois.
Gostei da forma como resolvi as texturas do cabelo, a sombra, como encontrei a cor ideal para retratar uma pessoa de cor de pele branca, contorno de lábios coisas assim, devo me atentar apenas a pontos que me incomodam, como por exemplo, apesar de ter gostado do desenho, e percebido que começo agora a melhorá-los, ainda me incomodo com o ar de "desenho" deles, gostaria de aprimorar minha figuração humana, buscando a perfeição tendo como referência Caravaggio e Rafael. É claro, que quem me conhece sabe que para mim esse é o trabalho de uma vida inteira, é um objetico plástico alcansável com muito esforço, estudo e prática, por isso não me reprimo em abrir esse objetivo, não me sinto subestimada achando que é impossível, nem prepotente como se fosse consegui-lo, sigo apenas tentando, adicionando também, elementos de meu interesse.
Outro ponto que não me agradou foi o fato de faze-lo com tinta acrílica, mas como precisava da uma solução que secasse rápido, acabei usando, tenho preferencia por óleo, por inumeros motívos.

LITTLE ASHES

Mudando um pouco de assunto, gostaria de indicar um filme:


Devo admitir que quando soube da existencia desse filme tive um interesse desafiador a respeito dele, lançado em 2008, não sei, não estava acompanhando, antes de baixar para assistir pensei até que ele seria lançado ainda, mas, enfim, ele foi lançado na mesma época que estourou o fenômeno (lixo) Crepúsculo, e eu não sabia que o Robert Pattison que faria, sabia apenas que estavam lançando um filme sobre a vida de Salvador Dali, e ISSO que me interessou, apenas depois de saber que era o Pattison que o desafio sobre a qualidade do filme começou, afinal, a gente bem conhece o "show cênico" dele em Crepúsculo.

SPOILERS E COMENTÁRIOS:

O filme é DEMAIS, resume-se nisso.
Ele conta a história do romance e das produções de Salvador Dali (pintor surreealista) e Frederico Garcia Lorca (um poeta espanhol), quando ainda eram estudantes de uma academia de artes na Espanha. O filme começa com a chegada do Dali, logo que o pintor se enturma com os outros estudantes, passa a produzir junto com Garcia Lorca, com poemas que traduzissem suas pinturas e vice-versa, com tamanho contato intimo, ambos cairam em romance, mas devido seus objetivos profissionais serem diferentes, os caminhos já não poderiam ser os mesmos, porém, encontros eram inevitáveis no decorrer de suas vidas e assim que se reencontravam a vontade de estar juntos os atacava novamente, principalmente por Dali, que convidava Garcia Lorca a acompanhá-lo de qualquer maneira.
O que muito me agradou foi poder conhecer mais a respeito do significado das obras de Dali, muitas delas fizeram bastante sentido depois de ver o filme, e ter o prazer de conhecer a respeito do grande poeta, Garcia Lorca.
A direção é ótima, a fotografia também, o roteiro, as pontes, a trilha, o figurino, e principalmente o conteúdo e a atuação dos caras, fantástico, quanto ao Pattison, bem, ele superou as espectativas, não só minhas como de muitas pessoas que tive o prazer de passar o filme, e mais, gerou uma revolta, pois o filme não foi anunciado aqui na época que foi lançado, exatamente para não quebrarem a cara de galã sem sal dele. Então, a arte e a vida seguem dessa maneira: ser um modelo fútil de namoradinho "vampiro", mas não ser um genial artísta perturbado e gay. =)

Fico por aqui, beijos.

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