terça-feira, 22 de junho de 2010

Versailles


Versailles, presente para a banda.

Sinceramente eu não gostei do quadro, achei que regredi um pouco com ele, mas nem por isso deixei de postá-lo.
Feito há um mês atrás, entreguei na mão do guitarrista da banda Versailles, Hizaki, ele parece ter ficado encantado, mas sinceramente por mim seria mais pelo hesto do que propriamene pela pintura, sei que posso fazer coisas bem melhores.
Diga-se de passagem, o Hizaki também foi o mais bonitinho do quadro, acho que ele percebeu isso.
Fiz o quadro em algumas 8 horas ou pouco mais, a técnica é óleo sobre tela 30x40, incrivelmente cheio de detalhes, o que comprometeu na qualidade do produto final. Mas nem de um todo é ruim, para não dizer que nada me agradou, gostei das rosas, encontrei um efeito interessante para elas que pode ser usado futuramente.

Férias de trabalho e aulas, momento para produzir, talvez.

Espero apenas que meus queridos jaás tenham gostado apesar de tudo.

Até a próxima.

domingo, 2 de maio de 2010

Marcel d' Lestat

Faz algum tempo que não posto alguma coisa aqui, particularmente acho que eu sempre vou abrir o post falando a respeito disso já que parei um pouco minhas produções, mas enfim, tive o prazer de voltar a pintar para retratar um amigo, o resultado foi esse:



Auto me criticando, ainda quero levar minhas produções como estudos, eu gostei do desenho e achei boas soluções já que agora sigo minhas produções sozinha, sem mais intrução, o produto final não deixou a desejar, exceto que para um trabalho profissional cometi alguns equívocos, gostaria de avaliá-los melhor depois.
Gostei da forma como resolvi as texturas do cabelo, a sombra, como encontrei a cor ideal para retratar uma pessoa de cor de pele branca, contorno de lábios coisas assim, devo me atentar apenas a pontos que me incomodam, como por exemplo, apesar de ter gostado do desenho, e percebido que começo agora a melhorá-los, ainda me incomodo com o ar de "desenho" deles, gostaria de aprimorar minha figuração humana, buscando a perfeição tendo como referência Caravaggio e Rafael. É claro, que quem me conhece sabe que para mim esse é o trabalho de uma vida inteira, é um objetico plástico alcansável com muito esforço, estudo e prática, por isso não me reprimo em abrir esse objetivo, não me sinto subestimada achando que é impossível, nem prepotente como se fosse consegui-lo, sigo apenas tentando, adicionando também, elementos de meu interesse.
Outro ponto que não me agradou foi o fato de faze-lo com tinta acrílica, mas como precisava da uma solução que secasse rápido, acabei usando, tenho preferencia por óleo, por inumeros motívos.

LITTLE ASHES

Mudando um pouco de assunto, gostaria de indicar um filme:


Devo admitir que quando soube da existencia desse filme tive um interesse desafiador a respeito dele, lançado em 2008, não sei, não estava acompanhando, antes de baixar para assistir pensei até que ele seria lançado ainda, mas, enfim, ele foi lançado na mesma época que estourou o fenômeno (lixo) Crepúsculo, e eu não sabia que o Robert Pattison que faria, sabia apenas que estavam lançando um filme sobre a vida de Salvador Dali, e ISSO que me interessou, apenas depois de saber que era o Pattison que o desafio sobre a qualidade do filme começou, afinal, a gente bem conhece o "show cênico" dele em Crepúsculo.

SPOILERS E COMENTÁRIOS:

O filme é DEMAIS, resume-se nisso.
Ele conta a história do romance e das produções de Salvador Dali (pintor surreealista) e Frederico Garcia Lorca (um poeta espanhol), quando ainda eram estudantes de uma academia de artes na Espanha. O filme começa com a chegada do Dali, logo que o pintor se enturma com os outros estudantes, passa a produzir junto com Garcia Lorca, com poemas que traduzissem suas pinturas e vice-versa, com tamanho contato intimo, ambos cairam em romance, mas devido seus objetivos profissionais serem diferentes, os caminhos já não poderiam ser os mesmos, porém, encontros eram inevitáveis no decorrer de suas vidas e assim que se reencontravam a vontade de estar juntos os atacava novamente, principalmente por Dali, que convidava Garcia Lorca a acompanhá-lo de qualquer maneira.
O que muito me agradou foi poder conhecer mais a respeito do significado das obras de Dali, muitas delas fizeram bastante sentido depois de ver o filme, e ter o prazer de conhecer a respeito do grande poeta, Garcia Lorca.
A direção é ótima, a fotografia também, o roteiro, as pontes, a trilha, o figurino, e principalmente o conteúdo e a atuação dos caras, fantástico, quanto ao Pattison, bem, ele superou as espectativas, não só minhas como de muitas pessoas que tive o prazer de passar o filme, e mais, gerou uma revolta, pois o filme não foi anunciado aqui na época que foi lançado, exatamente para não quebrarem a cara de galã sem sal dele. Então, a arte e a vida seguem dessa maneira: ser um modelo fútil de namoradinho "vampiro", mas não ser um genial artísta perturbado e gay. =)

Fico por aqui, beijos.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Pinturas

Faz tempo que não escrevo nada de novo aqui. Porém, hoje senti a necessidade de expor alguns trabalhos realizados no decorrer desse semestre.
Essas são as ultimas pinturas que desenvolvi nas minhas aulas de quinta feira entre técnicas mistas e poéticas, pretendo falar um pouco de cada.


Esse quadro foi o ultimo de uma série que criei sobre formas humanas, um tema que resolvi desenvolver aproveitando da instrução de pessoas mais especializadas, ele foi pintado em óleo, menos as asas, que foram feitas em acrílico, para que, dependendo do anglo e da incidência da luz, pudessem mostrar uma textura mais brilhante. Poéticamente falando...é o quadro que desenvolvi para alguém que amo, busquei referências que combinassem com a personalidade da pessoa e cores que estivessem ao seu agrado, mas não somente isso, tons que também representassem algo celestial, junto com a sensualidade, atingindo a androginia, referênciada também por outro personagem existente, claro, de preferência da pessoa. Particularmente esse quadro me trouxe muita satisfação e amor, porque o fiz sozinha, sem auxilio de ninguém e nenhuma opinião, guiada apenas pelo sentimento, eis o resultado.

Esse quadro se chama "Uma Noite em Buenos Aires", foi um desenho criado em agosto e guardado desde então para que fosse utilizado quando fosse melhor. A tinta é TGA, uma espécie de guachê, e a superfície é algodão cru preparado com tinta látex e cola. Foi basicamente um estudo de cores, que gostei muito de fazer apesar de estudos de cores sempre serem bem trabalhosos. Esse desenho surgiu quando uma viagem que fiz à Buenos Aires, e a falta de simetria de dois lados de um quadro me incomodou ao ponto de eu não conseguir sossegar até retratar aquilo de alguma maneira. Precisava me confessar! O desenho foi feito e ficou guardado, dois meses depois, utilizado.
Aqui foi o começo de tudo, foi onde eu quis retratar corpos humanos, porque achei que era mais interessante começar um estudo de algo dificil quando tenho a oportunidade de ser instruida do que fazer as coisas de sempre. Comecei pelo corpo masculino porque ele é mais fácil, na minha opinião, me arrependo um pouco de não ter tentado o corpo feminino por completo, apesar de ter feito algo parecido no quadro seguinte, queria ter me aproveitado da opinião sobre formas e construções, mas tive pouco tempo, mais tarde pretendo trabalhar com modelos para tal. Voltando a idéia do quadro, foi mais construido por estudo mesmo, feito por completo em tinta acrílica, peguei a foto de um ator e transformei nessa figuração, não está muito parecido com o orriginal, mas gostei do resultado, o vermelho de fundo sempre foi da idéia original.


Este quadro me trouxe o primeiro sentimento de orgulho e missão cumprida, muito dele teve somente meu toque, e tudo dele foi de minha intenção e vontade, é feito em óleo, não tem nome, mas tem grande paixão. Tratasse de figuras andróginas, nunca se sabe se são homens ou mulheres, com referências de um flyer que ganhei para uma balada uma vez, o guardei por quase um ano para que utilizasse em algum momento, na verdade, eu guardei para desenhar qualquer dia desses, então mais do que isso, criei a partir dele o meu primeiro quadro à óleo, com cores que não somente coincidem com o tema, mas também com minha paleta de cores mais comum. Dali, surge uma paixão, um quase, um talvez, ambos cedem ao desejo, mas não cedem ao toque, anseiam por ele, porém não acontecerá, não nesse momento, eles, elas, se amam, e um laço maior sempre unirá ambos para sempre.

Pretendo seguir com mais séries, até mesmo de corpos, rosas, nuvens, tenho muitas idéias...espero concretizá-las em breve.

Obrigado para quem leu. ^^

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Aula de cinema, segunda-feira, 21/09

Nessa segunda-feira tivemos a aula voltada para a explicação da video arte (tema do nosso projeto interdisciplinar) e iniciação da manipulação do programa Final Cut (editor de vídeo), segue abaixo as informações coletadas na aula:

A Video Arte é dividida em duas partes: Single Channel e Instalação. Ele surgiu na década de 60 quando as pessoas estavam muito ligadas as artes performaticas e precisavam de uma forma de registrar o que estava acontecendo no momento. Nessa época a Sony lançou a camera portátil que poderia ser carregada para os lugares e gravar os vídeos que precisavam ser gravados por video-artistas.

Os principais artistas que precisam ser estudados para se contar a história da Video Arte são:

Nan June Park
Bill Viola
Gary Hill
Marina Abramovich
Cindy Sherman (mulheres do cinema dos anos 50)
Lucas Vambosi (vídeos cartões postais)
Vanessa Bicroft
Mathew Borning

O vídeo deu um acesso muito importante às pessoas aquela época, o poder de filmar as coisas, hoje em dia esse poder vai muito mais além, pois temos o Youtube: se o vídeo pode dar meios de acesso para filmar, o Youtube nos deu a oportunidade de mostrar as coisas, um espaço para a difusão, isso nunca existiu e agora é a novidade que estamos vivendo. Ninguém nunca teve acesso a esse tipo de informação antes, as pessoas que podiam ter acesso a esses tipos de informação e qualidade de informação, hoje são grandes cineastas, mas a exibição do video para todos hoje é comum e potencialmente muito especial.

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Falando agora sobre algumas curiosidades citadas na aula:

O fundo verde do cinema é utilizado no vídeo porque o verde é a cor que menos se aproxima da cor da pele humana, por isso é mais fácil de ser recordado e editado sem perder a qualidade estética dos atores.

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Agora algumas informações técnicas sobre a exibição do vídeo na tevê:

Método de scaneamento:

Quando inventaram a televisao precisavam inventar uma forma de passar os códigos por ar, em tempo real, por isso quebraram o vídeo em fields ( linhas pares divididas das linhas impares), e criaram efeitos de entrelaçamento para que nao percebecemos essa divisão.

Computador: pixel quadrado (1x1)
Televisao: pixel retangular (2x1)

Codec:

NTSC (América) 30 (29.97) frames por segundo.
PAL (Europa) 25 frames por segundo.


Fomato para nosso vídeo = DV 720x480, tevê 4:3 (quadrado retangulo)

DV anamórfico: 16:9 usa todos os pixels possíveis, porém possui uma regra que distorce a leitura do pixel mas arruma na hora de passar para gravação.
DV sempre são do mesmo tamanho 4/3, então pode ser qualquer variante dessa equacão (40/30, 80/60, 160/120, 320/240, 640/480, 640/360)

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Regras básicas do Macintosh

Barra fica do lado esquerdo do finder.
F9 mostra todas as janela.
F11 tira todas e mostra o desktop.
Dar o "quit" para fechar as coisas.
Lixo não exclui as coisas, apenas move.
"Maça" do teclado é o "ctrl"do windows.
Mouse é de um botão só, para usar o botão conceitual (botão direito) precisa segurar o "ctrl".

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Regras básicas do Final Cut

Ele já abre com "sequencias".
I: in point
O: out point
K: para
J: volta
L: segue
Espaço: play/pause
Apaga in point/out point: option + x ou "mark, clean in out"
Selecionar a parte do vídeo e ir em "modify, make subclip", faz um pequeno clipe e joga na pasta de sequencias.

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Curiosidades Importantes para o Inter, explicação de Arthur Omar sobre seu trabalho, Zooprismas:

Conceito:

Retorno das raizes da percepção
Vidros
Anglos inusitados
Luzes em lugares inesperados
Andares como deslizes
Trabalho com corte
Exame da natureza da percepção
Descolamento do corpo dentro do espaço
Reposição diante do objeto
Experiencia sensorial
Luz como um ojeto a ser trabalhado
Exposição de três níveis que acompanham os três andares do prédio
Operar com diversas maneiras que a luz se comporta

Primeiro andar: Ideia de caos

Colocacao do objeto em estado puro. (base da percepção do cinema e da fotografia)
Tapecaria com projeções simétricas

Segundo andar:
Menina do Brinco de Pérolas (estudar mais à respeito)

Terceiro andar:
Luz que se transforma na "Sonata ao luar - Beethoven"

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E essa foi a nossa aula, até a próxima.

Aula de Recepção e Leitura de Imagem 23/09

Nessa ultima quarta-feira nós discutimos sobre as diferenças entre o arte/educador modernos e o arte/educador pós moderno:

Moderno:
- Arte de direita - tradição voltada à elite.
- Livre fazer
- Busca expressão da criança
- Técnica pela técnica
- Possui a arte como uma atividade.
- Obra de arte com uma leitura entendida como verdadeira e absoluta.

Pós moderno / contemporâneo:
- Esquerda - Arte para todos (inclusão)
- Projeto fundamentado, as aulas possuem planejamento.
- Crítica.
- Deixa de ser uma atividade e passa a se tornar uma disciplina na area do conhecimento.
- A obra de arte pode ter multiplas leituras.

Dentro da aula também capturamos conceitos sobre o artista do nosso inter, Bill Viola, seu conceito segundo nossa leitura é a "suspensão do tempo", usando do direcionamento perfeito da luz e a influencia da meditação oriental e purificação dos materias primordiais.

Email da Ester sobre o inter

Meninas do meu coração fiz uma pesquisa basica sobre os artistas só pra ter um referencial sobre eles e aqui vão alguns site, estou agora atras de livros e mais livros mais já vou avisando que esta dificíl essa procura.
bju e até a noite.
teté


Bill Viola

http://www.demec.ufmg.br/port/d_online/diario/Ema101/AnalisePCriativo/SobreObraDe/BillViola.htm

http://www2.sescsp.org.br/sesc/videobrasil/vbonline/bd/index.asp?cd_entidade=39079&cd_idioma=18531

http://abdpb.org.br/?p=135

http://www.billviola.com/

http://mostravideoitaucultural.wordpress.com/tag/bill-viola/


Arthur Omar

http://www.museuvirtual.com.br/arthuromar/

http://www.arthuromar.com.br/

http://www.cibercultura.org.br/tikiwiki/tiki-index.php?page=Arthur+Omar

http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_IC/index.cfm?fuseaction=artistas_biografia&cd_verbete=1170&cd_idioma=28555

http://www.imdb.com/name/nm1009779/

http://www.paratyemfoco.com/entrevistas/118-arthur-omar

Aula de Fotografia 15/09/2009

Material para nossa saída do dia 26/09:

Filme preto e branco.
-Kodak - Trix
Iso 400
Loja: Consiga / Cromur,

Lugar: Bexiga, Rua 13 de Maio, as 10:00 da manhã.

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Na aula nós falamos sobre a utilização de fotogramas.

Tabot - Inglês, inventor da fotografia, precisava de material sensível a luz e uma câmara escura. Para suas experimentações ele fazia desenhos fotogênicos.

Lázio Moholy Nagy - Professor da Bauhaus que começa a estudar fotografia e implanta fotografia na escola Bauhaus em 1926, também utilizava bastante de fotogramas para a pesquisa de luz.

Bom, essas foram as informações relevantes da aula, no segundo tempo nós fizemos experimentações com esse material sensível à luz.

Até a próxima.